Nas próximas três semanas, a convivência com a turca Zeynep Gunsur nos acrescenta um outro olhar sobre a dança. Sua residência na cidade começou no sábado. Na bagagem, como proposta para o período, Zezé (como carinhosamente a chamamos) nos trouxe uma idéia de carta-perfomance, um ponto de partida que aos poucos se constrói como metodologia. Documentos autobiográficos reais e/ou imaginários que de alguma forma se relacionam com o que nos interessa, com o que somos, com o que nos aconteceu ou acontece.
O procedimento é simples: a partir das cartas, listar frases e imagens e tecer possíveis relações, de maneira simples organizar materiais que vão consequentemente sendo gerados. A instrução é clara, fazer isso sem grandes pretensões, mais próximo de um exercício de constatação, como uma investigação.
Já nas primeiras conversas, nos demos conta que esse hábito, essa mídia carta não atravessa nossa geração de maioria "oitentinha", ela não estabelece uma relação com nosso mailing list-agora. E diante disso as possibilidades começaram a pipocar nas proposições, roubar de alguém, enviar a minha a quem nunca recebeu, ficcionar e simplesmente criar novas e recentes cartas....imprimir o email.
Temos dividido as manhãs em um breve aquecimento, que a cada dia é direcionado por alguém do grupo, e logo após nos juntamos num paciente trabalho de tradução silmutânea, mediado pelo Crazy. Soma-se a isso as discussões sobre a ação no shopping, que a cada quinta-feira, propõe uma abordagem sobre os sete pecados. Nessa semana é a vez da luxúria.
Zeynep tem se misturado aos materias que trazemos de casa, das gavetas, das revistas, da memória e da infância. U-hu! Estamos entrando com um frescor de início, de mais um percurso.
marber R. L.H.
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Terça-feira, Setembro 01, 2009
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marber ramos






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