Em termos estritamente técnicos, a interface, como se sabe, geralmente é considerada um dispositivo que permite a troca de informações entre sistemas que podem tanto ser da mesma natureza - por exemplo dois computadores- como de naturezas diferentes - por exemplo, o computador e o usuário. Ela estabelece assim um canal duplo de informação entre o homem e a máquina: por meio de órgãos de entrada e saída de informações (imput e output), a interface permite que a ação de um homem, desde a mais simples, como apertar o teclado, seja reconhecida, processada pela máquina e devolvida ao usuário.
Para que seja possível uma comunicação homem/máquina, portanto, é necessário um elemento que funcione como tradutor das informações transmitidas pelos usuários à linguagem do ordenador. Nesse sentido, pode-se dizer que a relação governada pela interface é uma relação semântica, já que é possível "traduzir" as informações dadas pelos usuários em uma linguagem que o computador entenda - em código binário, em linguagem matemática e numérica. (...) Lev Manovich, em seu ensaio "Post-Media Aesthetic", chega a afirmar que a história da arte é mais que a história de suas inova ções estilísticas: é também a história das novas formas de interface produzidas pelos artistas-cientistas. O autor afirma que a interface é, alé, de um dos elementos primordiais da sociedade informática, um fator que permite romper com a velha dicotomia entre forma e conteúdo, uma vez que, para ele, "o conteúdo e a interface mesclam-se de tal forma que não podem ser mais pensados como entidades separadas". (...)
A popularização do computador e o advento da internet, fizeram com que as experimentações com os recuros computacionais se ampliassem, trazendo ao campo da arte diferentes formas de expressão. Ciberinstalações, cibercenários,ambientes imersivos, sistemas multiusuários, telepresença, teleperfomances, intalações e perfomances digitais, net-arte, robótica, vida artificial, arte transgênica, propostas estéticas que utilizam comunicação sem fio, trabalhos on-line e off-line sao algumas das formas pelas quais os artistas contemporâneos vêm trabalhando com a mídias digitais (...).
Obra e sujeito interfaceados
Um ensaio obrigatório para a discussão da interface é "The World as Interface", de Peter Weibel, que descreve o mundo a partir da noção de interface. Para trabalhar nessa idéia, Weibel apóia-se nos princípios da endofísica (...) que defendem a idéia de que o observador sempre faz parte daquilo que observa, não existindo uma separação rígida entre o observador e o que é observado. Para a endofísica, portanto, não existe uma objetividade independente do observador (...). Para Weibel somos parte de um sistema: entender o mundo significa percebê-lo apartir da noção de interface. "As mudanças no mundo ocorrem de acordo com nossas interfaces. As fronteiras do jmundo são os limites de nossa interface" (...).
Weibel emprega o termo interface em um sentido mais amplo, superando uma visão estritamente técnica e estendendo-o à relação homem/mundo. Mais que restringir a interface à troca de informações entre homem e a máquina, em um modwelo estímulo/resposta, imput/output, trata-se de entendê-la como um processo de fluxo de informações entre domínios em um sentido mais amplo. A constituição de uma interface, de uma via de comunicação entre domínios, não implica a eliminação de superfícies ou camadas que se imterpõem entre eles. É antes, um processo de adição de camadas que potencializa a comunicação, a conexão e as trocas. A interfaceé asim considerada, como uma espécie de membrana que, entre dois ou mais domínios, os aproxima, permitindo uma osmose, uma influência recíproca entre as partes(...).
Ampliar a noção de interface para outros domínios, permite-nos repensar as relações obra/público da produção artística em mídias digitais(...) {somente?
Ao logo da história da arte, a produção artística sempre foi definida como imitação da natureza. A crise desse conecito, já em fins do século XIX, levou os artistas a buscar novos paradgmas estéticos. Paralelamente à crise da representação, houve o rompimento com o ideal de contemplação do público em relação ao objeto artístico. As artes participativas evidenciaram essa idéia, nostrando que a obra de arte é muito menos o objeto em si que a relação que se estabelece entre o público e a obra. As artes em mídias digiais dão continuidade a essa proposta , colocando em debate o cárater processual e contextual da prática artpística. As artes interfaceadas, permitem explicitar a idéia de que a obra se realiza sob uma visão contextual a partir da relações estabelecidadas com o interator. Christa Sommerer e Laurent MIgnonneau afirma: " Por meio de nossas várias obras de arte interativas, criamos trabalhos que não são mais estáticos ou predefinidos. Tornam-se, em vez disso, um sistema vivo, semelhante a um processo" (...).
.......................................................................................................
1,2,3 meia e já...esse é um ponto de partida.
Que questões podem surgir daí?
L.H. {resuminho > @rte e mídia: perspectivas da estética digital/ Priscila Arantes
Para: TTA Project | Mefisto | link imagens.
p.s. Agora imagine todo mundo numa lan house usando a versão lá de cima do opera como navegador (kkkkkkk).
Galeria dança e artes plásticas
50 minutos atrás






0 comentários:
Postar um comentário